A culpa não me vence, porque me permiti mudar.
Deixei o sol entrar pela janela no domingo de descanso.
Quantos domingos fugi de mim, buscando outros lugares,
caminhando pelas ruas urbanas entre prédios e prédios,
para me colocar dentro da limitação do dia a dia
que, ainda assim, é a arte de como vejo a minha vida.
Meu inconsciente me guia em cada semáforo, em cada esquina;
de suas cores alternadas, sigo a rotina,
e ao pisar sobre o preto e branco do chão,
tropeço pelo trânsito invisível da minha intuição.
Entre as brechas dos verdes naturais, encontro esperança;
entre pessoas desconhecidas, percebo a mudança.
Mas em um domingo, que é nesse domingo
soltei a mente urbana que me assombrava,
entreguei meu corpo à cama na hora exata,
e no cuidar, acolher e simplesmente estar,
Permiti deixar o descanso entrar
