Ressignificando liberdade.

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Ressignificando liberdade.

Agora eu entendo que ser feliz é estar pertencente as minhas escolhas.
Liberdade, é permanecer naquilo que me faz bem

Eu carregava tantas incógnitas na minha vida, passando anos me refugiando em outras pessoas e caminhos, assumindo papéis que nunca foram verdadeiramente meus. Por medo de me encarar, eu vivia apenas sobrevivendo, como um Frankenstein, feito de retalhos de outras vidas e corpos. Eu me via como a soma de todas as crenças – minhas e das pessoas que passaram por mim – um mosaico fragmentado de experiências que não me pertenciam por inteiro.

Eu sabia que precisava mudar aquela realidade. Lembro-me de um episódio no Natal, quando estava em Minas, mas meu gato, Yoshi, estava sozinho em São Paulo. Era o primeiro Natal dele em casa, e talvez minha intuição já soubesse que seria o último comigo. Peguei o carro sozinha e voltei para passar o restante do Natal em sua companhia. Foi nesse momento, diante dele, que chorei e declarei ao universo: “Eu não estou feliz. Eu mereço uma vida melhor.” Foi o início de uma transformação que eu sabia ser necessária.

O universo começou a se manifestar e muitas coisas começaram a acontecer. Li um livro chamado A Única Coisa, que me ajudou a ter um objetivo único. Depois outro, Quebrando o Hábito de Ser Você Mesmo, nele aprendi que devemos deixar para trás velhos hábitos e crenças que nos definem, sair do estado de sobrevivente, se tornar nada, nem ninguém, não existir…sem identidade. Foi nesse momento que entendi que o único caminho era começar a limpar toda a bagunça que havia no meu exterior, refletindo o caos que eu carregava internamente. Cada palavra, cada insight, foi um passo rumo à transformação real e profunda.

Em seis meses, eu estava sem um amor, sem carro, sem casa, vivendo em situações apertadas. Sentia que até os móveis e os animais que eu tinha já não me pertenciam mais, como se tudo aquilo tivesse perdido o sentido na minha vida. O universo fez uma grande limpeza, sobre aquilo que eu pedi. Quero que entenda, que tudo isso foi o que eu pedi, não sabia como ia ser, mas o manifesto é você quem faz, só precisa aceitar a forma como vem a situação para ter o aprendizado de lidar com ela. Eu estava no famoso Vazio existencial!

Na vida, você pode escolher entre se vitimizar diante do drama ou enxergar tudo como uma oportunidade para criar uma nova versão de si mesmo. Acredite, a ruptura dói — e como dói! Mas, como diz a frase:

O processo te fere, mas o propósito te cura.

Em uma palestra, ouvi falar sobre Beleza Intelectual, e, de alguma forma, aquela expressão mexeu profundamente comigo. Senti que ela traduzia um objetivo maior, algo que eu buscava, mas precisava de metas mais claras. Lembrei de uma frase de Albert Einstein: “Nenhum problema pode ser resolvido no mesmo nível de consciência em que foi criado.”

Eu sabia que precisava mudar minha energia e minha forma de pensar para atrair pessoas e situações alinhadas à vida que eu desejava construir. Mas o processo tinha que começar de dentro para fora. Que não tinha mais tanto que escolher, eu precisava ter #Atitude

O primeiro passo foi cuidar do meu corpo, meu templo. Em três meses, emagreci 10 quilos, e algo profundo mudou em mim. Percebi que a fome que eu sentia nem sempre era física; muitas vezes, era apenas um reflexo da ansiedade que me consumia. Com o tempo, parte dessa ansiedade desapareceu, e com ela, os impulsos que antes me controlavam.

Foi um aprendizado essencial: respeitar o tempo das coisas e aprender a apreciar as pequenas belezas da vida, remete muito ao livro que ganhei quando sai de Atibaia de uma amiga, chamado: Ikigai, Razão de viver em japonês.

Outro passo importante foi harmonizar as distrações da Matrix nas minhas rotinas. Reduzi significativamente o tempo no Instagram e no YouTube, eliminei a TV, cortei as saídas com amigos e os relacionamentos casuais. Sem álcool, sem beijos, sem sexo. O comprometimento foi radical, porque eu sabia que precisava me concentrar na minha transformação.

Passei a dedicar mais tempo a encontros comigo mesma. Comecei a ler mais livros, a fazer cursos sobre jejum de dopamina, estado de flow, neurociência, e explorei lugares peculiares em São Paulo. Também comecei a sentar na grama em espaços tranquilos perto de casa. Esse isolamento intencional me trouxe uma conexão mais profunda comigo mesma e com o presente.

Com o tempo, passei a me questionar e ressignificar o que, de fato, significava liberdade para mim, e percebi que muitas das coisas que eu achava serem liberdade, na verdade não eram.

Estar em modo caverna é bom, acolhedor consigo mesmo; você se dedica profundamente à sua jornada, é você e o mundo. Mas, como diz a frase: “A felicidade só existe se for compartilhada…” Chegou a hora de sair da caverna, porque se ficasse mais tempo, já seria uma fuga.

Entendam, a vida sempre será uma dualidade, e precisamos apreciar ambos os lados. Isolar-se é bom, mas compartilhar também é.

Nesse processo, pude validar muitas coisas novas para mim, como:

Pedir permissão para falar no microfone durante uma rodada de negócios, diante de tantos empreendedores, sobre meus medos e o fato de que eu estava lá não só pelo networking, mas pela superação pessoal. Fui acolhida por todos, que me mostraram que, na verdade, eu fui um incentivo para o que todos ali sentiam, embora sempre demonstrássemos serem mais firmes e fortes do que realmente eram.

Conhecer um bar lésbico sozinha, fazer novas amizades e perceber que, mesmo dentro de comunidades, também existem preconceitos internos. Isso era algo que eu não havia experimentado desde que me assumi bissexual, o que me fez refletir que, no final das contas, esse sentimento muitas vezes está dentro de nós, pois é sobre respeitar o gosto de cada um.

Ir a um show de uma cantora incrível duas vezes para pedir conselhos sobre uma música que escrevi uns meses atrás, foi um passo importante para pensar como posso compartilhar meus talentos com o mundo. Não sei se receberei um feedback de fato, mas o ponto não é o resultado, e sim a jornada: buscar inspiração, cultivar a iniciativa e agir. É sobre confiar que a vida trará as respostas no tempo certo.

Pude ter uma visão mais leve sobre o término do meu relacionamento. Tive alguém muito especial, que me deixou grandes lições que só poderiam ser colocadas em prática por mim mesma. Sempre honrarei o que vivemos. O término, para mim, funciona como um cubo de gelo: você precisa dar tempo ao tempo e entender o processo de derretimento. Significa passar por etapas de clareza sobre seus sentimentos, compreendendo e aprendendo com cada um deles. À medida que você permite essa limpeza interna, o gelo começa a derreter. Ele escorre entre seus dedos, até que, finalmente, deixa de existir – assim como a mágoa, a culpa, a dor, o ressentimento e, por fim, o amor. Aceite o luto, mas também aprenda a desapegar dele… Deixe ir.

Outro aprendizado importante: Coragem é aprender a pedir ajuda. Mas não só pedir, o verdadeiro desafio é aceitar a ajuda. Hoje, aceito ajuda nos meus negócios, dos meus amigos e da minha família. Aprendi a não ter medo de errar, encarar tudo como aprendizado, sabendo que haverá validações para me aperfeiçoar. E acredito que estou encarando tanta coisa nova que uma delas me fez ganhar um sorteio para um evento e ir de limusine com empreendedores, são experiências que só serão vividas com coragem.

Percebi, em mim, que meu maior talento está na arte de comunicar e levar consciência às pessoas, seja através de algo visual como em um website, seja pela arte de compor música ou escrever citações como essa que você está lendo. E, no futuro, tenho um sonho guardado comigo, que logo se tornará realidade.

Agora, encaro novos desafios, que surgiu com uma clareza sobre muitos aspectos da minha vida. Estou acolhendo isso e aprendendo a soltar, para que os frutos de 2025 amadureçam de forma saudável. Aceito que o autoconhecimento é um processo solitário, até o ponto em que você aprende a transformá-lo em solitude. Está tudo bem, ser quem eu sou.

Estamos todos em processo, e com humildade, pude aceitar tantas ajudas. Somos todos um, conectados por uma energia maior, que impulsiona tudo aquilo que manifestamos em nossa mente.

Hoje, aceito a autoresponsabilidade, o autoperdão, e o amor próprio…